quinta-feira, 5 de março de 2009

Alguém especial


Amar você é algo sem explicação...
Não precisa motivo...
Não precisa razão...!
Você tem o dom de nos fazer sorrir...
É um anjo renascido na terra...
Com a missão de a nossa vida colorir...!
Da sua boca não saia palavrão...
Pois sua voz era como o canto dos pássaros...
Irradiando amor... Carinho... Satisfação...!
Por onde passava deixava seu perfume...
Fazendo-nos sentir muito orgulho...
Quase matando as rosas de tanto ciúme...!
Quando você partiu e nos deixou...
Achamos que não iríamos suportar a perda...
Então você veio em sonho e nos consolou...!
A véspera da sua partida foi interessante...
Você estava feliz... Conversando e brincando...
E no dia seguinte se mudou para um mundo distante...
Deixando em nós um vazio muito grande...!
Contava-nos histórias do seu tempo...
Fazia uma comida deliciosa...
E sempre ria de puro contentamento...!
No jardim da vida tudo de bom plantou...
Amor... Carinho... Respeito... Entre outros...
Foi o legado que nos restou...!
Deixo aqui registrado a felicidade de ter da sua vida participado...
Aproveitando cada chance de declarar meu amor...
Pois o mundo era um lugar mais bonito por você existir...
Sua ausência física nos traz muita dor...!
Sua partida não acaba com o nosso amor...
Posto que ele é eterno como a alma...
E como seu coração era tão grande que eu nem meço...
Você conseguiu ser a avó mais amada do universo...!

AC Ribas 04/03/2009 - 16:40h

domingo, 14 de dezembro de 2008

Lá no meu boteco...

scraps para orkut


A tal da pinga é que complica...
Tem gente que chega sóbrio...
Mas logo bêbado fica...!
Alguns chegam calados...
Outros muito sérios...
Mas logo vão ficando descolados...
Quando a cerveja começa a subir...
Os mais sérios começam a sorrir...!
Tem gente importante ficando zonzo...
Tem gente como a gente até zombando...
De quem se acha o tal e acaba ficando tonto...!
Os calados começam a falar...
Os bebuns começam a cair...
Os falantes começam a babar...
E eu tento não me estressar...!
Tem gente de todo jeito...
Tem cara de pau e tem suspeito...
Tem quem pense que tudo no bar é doado...
E por isso vive pedindo fiado...
Tem alguns que acham que todo dinheiro do bar é lucro...
E vive pedindo abatimentos absurdos...
Tem aquele que te paga duas vezes pela mesma cerveja...
Tem aquele que sai sem pagar...
Tem quem bebe e fica mudo...
Tem quem bebe e não pára de falar...!
Alguns derramam a cerveja no chão...
Uns vão embora deixando a cerveja pela metade...
Outros de cada gota fazem questão...!
Muitos lhe oferecem bebida e cigarro...
Seguidos ou não de elogios e cantadas...
Outros só ficam enchendo o saco...
Tem aquele que só pensa em se dar bem...
Quer beber fumar e ir mais além...
Se encosta em algum generoso pagador...
E bebe a noite toda sem o mínimo pudor...
Alguns até fingem que vão a conta pagar...
Mas se amarram até o amigo se manifestar...
E esperam até a conta ele acertar...!
Cada cliente tem uma mania particular...
Tem os que usam o cinzeiro para o cigarro apagar...
Tem os que fazem questão de no chão jogar...
Tem os que deixam um pouco de cerveja na garrafa como forma de desdenhar...
E aqueles que viram diversas vezes a mesma garrafa vazia...
Na esperança de um pouco mais encontrar...
Tem aqueles que só vão para distribuir simpatia...
E ficam na mesa com a mesma cerveja a noite toda...
Tem os que agem como se a cerveja do mundo fosse acabar...
E bebem tão rápido que não dá pra acreditar...!
Tem clientes bonitos... Dá gosto olhar...
Tem mal educados... Dá vontade de não vender...
Tem alguns muito agradáveis... Dá prazer em atender...
Enfim... Tem cliente de todo tipo...
Gente de toda espécie...
Mas todos quando bebem demais...
Ninguém merece...!

AC Ribas – 13/12/2008 – 17:35h

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008



Habilidades Masculinas

As mulheres se igualam aos homens em muitos aspectos. Em outros, elas chegam a superá-los, mas algumas coisas só os homens conseguem...
Fechar a narina esquerda com o polegar esquerdo...
Fazer força para a meleca da narina esquerda sair... É no mínimo incrível, pois no momento que a meleca sai é digna do guiness book em arremesso de káka...
Na verdade a minha impressão é de que um pedaço do cérebro deles sai junto com cada meleca dessas... O que, aliás, explicaria muita coisa...!
E por falar em cérebro e meleca...
Quantas mulheres conseguem enfiar o dedo inteiro no nariz?
Isso é típico de homens... O cérebro coça...
Eles pegam o expresso dedo indicador...
Ou o trem do dedo mínimo, que geralmente já tem a unha maior visando essa empreitada...
Guiam até a via expressa do nariz...
E ficam lá, distraídos, coçando o cérebro via nariz...
E quando tiram o dedo de lá, olham o que veio junto e ainda fazem bolinha...
Chegam a esquecer da vida enquanto se dedicam a essa super tarefa...!
E por falar em esquecer da vida...
Um outro grande projeto a que os homens freqüentemente se dedicam, e que parece transportá-los a mundo distante de alegrias e prazeres... É quando introduzem a chave do carro ou da casa no ouvido...
Só falta um gemido de prazer...
Nesse sentido as mulheres deixam a desejar, pois costumam usar a chave exclusivamente no carro ou na casa...!
Não posso deixar de citar, a maestria como que um homem consegue errar a mira na hora de fazer xixi...
Ele acerta a parede... O chão... A borda do vaso sanitário... E com alguma sorte e muita prática, um pouco dentro do vaso...
Se considerarmos as dimensões de um vaso sanitário, poderemos compreender facilmente a complexidade do ato de mijar dentro dele para os homens...
Errar a pontaria, em todos os sentidos, é qualidade nata e exclusiva dos homens...!
Falei exclusiva duas vezes? Então vou falar mais uma exclusividade masculina...
É impressionante a capacidade natural que os homens em limpar a garganta e cuspir a kms de distância...
Certo dia decidi descobrir que distância meu cuspe alcançaria... Foi nojento... Eu sujei o queixo...!
Falei nojento?
Por que será que é tão natural para os homens assoar o nariz no meio da rua, sem uso de papel muito menos de lenço... Sacudir a mão e limpar na calça?
Essa é realmente uma cena muito meiga... E o toque especial dessa cena é se o homem tiver bigode...!
Especial?
Especial mesmo é a forma como os homens costumam coçar os países baixos, o vulgarmente chamado saco... Esse é um charme único que só os homens tem...
Eles coçam... Apertam... Amassam...
E o auge desse charme é quando eles fazem isso olhando para uma mulher, como uma espécie de ritual de “dança do acasalamento...”
É sabidamente que a maioria dos homens sofre de alguma disfunção sexual... Tal como, ejaculação precoce... Impotência... Etc...
Eu me pergunto se o fato deles passarem o dia, pegando... Apertando... Coçando... Amassando... Não gera um desgaste prematuro do órgão, que conseqüentemente provoca os problemas citados...!
Imagino que os homens conseguem superar as mulheres em outras coisas, mas no momento não me ocorreu nada...!
O que sempre quis saber é onde eles aprendem tudo isso...?
Quem transmite essa cultura milenar que vai sendo passada, de forma tão natural, de geração em geração...?
E o que é mais interessante... Independe da classe social...!
Torço firmemente para que essa transmissão masculina de virilidade e conhecimento nunca se acabe... Pois, entre outras coisas, é isso que diferenciam homens de mulheres (graças a Deus).
Essas foram apenas alguns das habilidades exclusivamente masculinas... Áreas em que os homens superam facilmente as mulheres... E por mais que elas tentem se igualar a eles, não conseguirão...!
AC Ribas - 24/11/2008 - 16:20h

domingo, 26 de outubro de 2008

Mudança de valores

Tudo um dia muda...
Os valores se inverteram...
O devedor acha um absurdo...
Ser cobrado pelo credor...!
Os filhos acham inaceitável...
Ter horário pra voltar...
E os direitos humanos insistem em defender os bandidos...
E num mundo onde o superfluo é mais desejado...
E o necessário é desprezado...
Uma coisa pouco mudou...
A incansável busca pelo amor...!
Num mundo que reina a desordem...
Onde o certo tá errado...
E o errado quase sempre certo...
A procura pelo par ideal ficou mais difícil...
Pois se antes casava-se com o primeiro...
Hoje experimenta-se tanto que vem a indecisão...
Repleta de escolhas mal feitas...
Novas experiências e mais decepção...!
A mudança de valores...
Atingiu a forma de fazer as coisas...
Mas não mudou o objetivo principal...
Encontrar o par ideal...!

AC Ribas 08/02/2008 – 23:41h

Lucíola

Resumo da obra de José de Alencar

Em cartas que a destinatária, sra. G.M., Paulo Silva, o protagonista conta a história de seu relacionamento com uma mulher.Logo após ter chegado ao RJ, procedente de Olinda, em 1855, com cerca de 25 anos, Paulo fora convidado por um amigo, o sr. Sá, a acompanhá-lo à Festa da Glória, quando lhe atraíra a atenção uma jovem e bela mulher que, de início, não identificara como cortesã ( ou prostituta).Ao ver Lúcia, assim se chamava a mulher, tivera a impressão de já conhecê-la. De fato, à noite lembra-se de que, realmente, já a tinha visto antes, no dia mesmo de sua chegada ao RJ, em um carro elegante puxado por dois fogosos cavalos, e exclamara então para um companheiro de lado: "Que linda menina! Como deve ser pura a alma que mora naquele rosto!".Lúcia era, assim, uma mundana de rara beleza e suave aspecto, que faziam parecer uma jovem inocente. Pelo menos, essa foi a impressão de Paulo e que o levou a apaixonar-se, mesmo depois de saber quem era ela.Boa nas intenções, mas devassa na prática da vida que levava; interesseira e avara na conquista do dinheiro fácil e, ao mesmo tempo, generosa ao dar esmolas e na ajuda a parentes; com um passado de luxo e dissipação, se apaixona da maneira mais romântica pelo jovem que nela descobrira bondade e ternura. Tendo Paulo visto Lúcia naquela festa da Glória, a ela foi apresentado pelo seu companheiro, que a conhecia e fora seu amante. Mesmo assim ele continuou a idealizá-la, até nas visitas que lhe fez a seguir, francamente inocentes e cordiais. Só algum tempo depois é que se tornaram amantes.Paulo recusava-se a acreditar que Lúcia era uma prostituta, então seu amigo Sá o convida para uma ceia em sua casa no sábado. Na ceia encontrava-se Lúcia, três outras mulheres, Sr. Couto capitalista um senhor de cabelos e barbas brancas. O sexto convidado era um moço de 17 anos, o Sr. Rochinha, “que trazia impressa na tez amarrotada, nas profundas olheiras e na aridez dos lábios, a velhice prematura”. Era uma libertino precoce. Após a ceia Sá mostra alguns quadros “Mas são realmente soberbas estas pinturas!... exclamou o Couto. Que posições admiráveis!... Ressuscitariam um morto. Apenas noto a ausência absoluta do sexo feio.”Logo depois “Lúcia saltava sobre a mesa. Arrancando uma palma de um dos jarros de flores, trançou-a nos cabelos, coroando-se de verbena, como as virgens gregas. Depois agitando as longas tranças negras, que se enroscaram quais serpes vivas, retraiu os rins num requebro sensual, arqueou os braços e começou a imitar uma a uma as lascivas pinturas; mas a imitar com a posição, com o gesto, com a sensação do gozo voluptuoso que lhe estremecia o corpo, com a voz que expirava no flébil suspiro e no beijo soluçante, com a palavra trêmula que borbulhava dos lábios no delíquio do êxtase amoroso.” Paulo sente-se sufocado e sai da sala. Considera aquela cena absurda. “É mais do que a prostituição: é a brutalidade da jumenta ciosa que se precipita pelo campo, mordendo os cavalos para despertar-lhes o tardo apetite.”Cada vez mais, no entanto, prendia-se a ela por um amor apaixonado que ultrapassava a simples satisfação do sexo. Não a queria como uma mundana, famosa pelos requintes no amor, e sentia que ela também o amava realmente. A prova maior disso foi o seu afastamento de tudo para dedicar-se a ele. Nem logo brigaram, e ela voltou à vida antiga. Nessas alternativas de brigas e reconciliações, de ciúmes e de arrependimento, chegaram à confissão de suas vidas e à aceitação do amor com que se queriam. Um dia Lúcia adoeceu, e dai em diante nao foi mais a mesma, recusou-se a ser amente de Paulo e após várias tentativas ele decide renunciar ao desejo que sente por ela. Mais tarde supõe-se que ela já estava grávida dele.Lúcia contou-lhe a sua história, sua família viera morar na Corte e viviam dignamente, até que a epidemia de febre amarela de 1850 atacou todos os seus. Somente ela foi poupada, vendo-se obrigada a cuidar dos familiares. Assim, por necessidade, entregou o seu corpo a um ricaço de nome Couto, para conseguir ajuda e apoio. Morreram a mãe, a tia e dois irmãos; o pai, ao descobrir o que ela fizera expulsou-a de casa. Na sua nova vida, então, mudou de nome, pois se chamava realmente Maria da Glória, em devoção a sua madrinha Nossa Senhora da Glória.Depois de uma longa viagem que fizera à Europa em companhia de um amante, de volta ao Rio só encontrou de sua família uma irmãzinha de nome Ana, a quem tomou sob sua proteção e a pôs num colégio.Após tal confissão, Lúcia foi morar numa casinha de Santa Teresa, que alugara, em companhia da irmã. Afastou-se da vida mundana para receber apenas a visita de Paulo. Passeavam nos arredores de mãos dadas como dois namorados, e nessa busca da inocência perdida, ela se recusava a ser de novo sua amante. É que ela agora já adotando outra vez seu nome de batismo, Maria da Glória, estava esperando um filho de Paulo.Mas o idílio em que viviam durou pouco. Lúcia sofreu um aborto e, ante a recusa de tomar remédio para expelir o feto sem vida, faleceu, confessando a Paulo que o amava perdidamente desde o primeiro encontro. Pediu-lhe que cuidasse de sua irmãzinha Ana, a quem deixara em testamento a sua fortuna, cerca de cinqüenta contos de réis, como se fosse sua própria filha. A princípio queria que ele se casasse com Ana, mas, ante sua recusa, pediu-lhe que a protegesse, e morreu dizendo-se sua noiva eterna, sua noiva no céu.Paulo cuida de Ana até que ela se case, e nunca mais casa-se com ninguem.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ardente paixão...

Recados Para Orkut


Paixão é como combustível junto ao fogo...
Queima... Arde... Incendeia...!
Só de ver se excita...
Se ouve a voz até suspira...
Com um sorriso se desmancha...
E com um beijo arde em chama...!
Quando se encontram criam fantasias...
Sentados no banco do parque...
Com beijos e caricias se deliciam...!
E no conforto de uma árvore escorada...
Exploram com todo ardor uma relação apimentada...!
Às vezes interrompidos pelos passantes...
A chama se esconde e se apaga...
E com um beijo reascende e se propaga...!
E no ônibus com a chama ainda acesa...
Vem a explosão do gozo...
Como fogos de artifício...
Fogo e combustível...!
Mesmo num bar... No cinema ou no mar...
Com fogo discreto...
A paixão que incendeia... teima em queimar...!

AC Ribas 01/02/2008 – 14:32h.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Encarnação

Resumo da Obra de José de Alencar

Amália bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol, lábios vermelhos, olhos de topázio, querida dos pais, toca piano, canta, gosta de festas. Cortejada pelos melhores moços que não leva a sério. Morava com seu pai o Sr. Veiga e sua mãe D. Felícia.
Carlos Hermano de Aguiar era vizinho dessa família, tinha 30 anos e era viúvo, fora casado com Julieta, filha de coronel reformado, morena alva, cabelos negros, muito atraente. Após sua morte torna-se uma pessoa reservada, mantêm as portas sempre fechadas, vai á cidade poucas vezes, a excentricidade atrai a bisbilhotice e maledicência. Cultua a memória da esposa com quem foi muito feliz. Ela morrera vítima de um aborto.
Abreu era pai de criação de Julieta, homem de confiança de Hermano, após a morte de Julieta, ajuda o patrão a manter viva a sua memória.
Após a morte de Julieta, Dr. Henrique Teixeira médico oftalmologista recém chegado da Europa, amigo de infância de Hermano, leva-o para Paris como forma de ajudá-lo a esquecer. Mas não adianta.
O Sr. Veiga busca uma aproximação com o jovem médico para saber mais da vida do vizinho, um bom partido, e do seu equilíbrio emocional.
Amália aproveita, também, para saber mais do vizinho e o pai supõe um namoro da filha com o médico.
O tempo passa, Amália começa a sentir atração por Hermano mas acha que este deve permanecer fiel à sua falecida esposa.
Amália, desde os nove anos bisbilhotando a vida do casal, agora com 18 anos vê silhuetas de mulher na casa. Supõe uma traição de Hermano à memória da esposa e se decepciona.
Estando muito triste pela traição de Hermano, começa a tocar piano, e ao se aproximar da janela para fechar as cortinas vê Hermano parado a escutá-la “pela primeira vez o olhar doce, profundo e exuberante desse homem encontrou o seu; e subjugou-a.” Irritada bateu a janela.
A partir daí tornou-se pensativa e distante, preocupada D. Felícia resolve viajar com a família para Petrópolis. No inicio ela melhora, mas logo volta a ficar triste e com saudades de casa. Voltam planejando viajar à Europa.
Com o tempo procura chamar sua atenção usando todos os seus dotes e, principalmente, a sua bela voz que era, também, um dom de Julieta muito admirado pelo marido.
Hermano é tocado e se aproxima de Amália usando o, agora amigo comum, Dr. Teixeira. Os dois se entendem. Ele a visita diversas vezes e numa dessas visitas fica sabendo que ela viajará para a Europa pede-a em casamento, e vai falar com seu pai sobre isso, mas chegando lá desiste.
Amália fica triste e alguns dias depois Hermano se aproxima dela e pede desculpas pelo que fez, explicando que não podia ficar com ela porque ainda não esquecera sua esposa. Ela concorda e se despede dele. Decide então viajar logo a Europa e assim esquecê-lo.
Hermano envia uma carta pedindo-a em casamento. Ela pensa alguns dias e decide aceitar sobre a condição de poder desistir a qualquer momento se notasse nele algum arrependimento.
A casa de Hermano é reformada e decorada para receber a noiva. Os aposentos da ex-esposa, porém, são conservados intactos e sempre fechados, por determinação de Hermano.
O casamento acontece e é marcado pelos mal-entendidos e dúvidas levantadas, há tempos, por Amália, o que impede a sua realização de fato. Certa vez caminhando pelo jardim ele a impede de sentar no banco onde outrora havia sentado Julieta, isso a entristece muito.
Passados quinze dias do casamento ela estava triste pois ainda não recebera nenhuma caricia do marido.
Abreu que desde a morte de Julieta mandava nos criados da casa, não gostava da presença de Amália, e sempre que ela mandava mudar algum objeto de lugar os empregados faziam e no dia seguinte desfaziam sob as ordens de Abreu.
Hermano beija Amália mas de repente fica pálido e pede perdão, Amália percebe que o perdão é dirigido a Julieta. Ela decide separar-se, conversam e ele se desculpa, decide matar-se para não manchar a reputação dela. Amália o faz prometer que não se matará e desiste de separar-se.
Decide então assumir suas responsabilidades domésticas.
Amélia, desobedecendo ordem de Hermano, pega a chave dos aposentos de Julieta e, então, tudo se esclarece, a mulher que ela vira meses atrás naquele quarto e que achara ser amante de Hermano, era na verdade uma estatua de cera, que apesar das semelhanças, não era Julieta. Ela percebe que não foi Julieta que ele amou e sim um ideal de mulher que ele imaginou.
Diz a Hermano que não sente ciúmes de Julieta e eles passam a conversar sobre ela, Amália aprende tudo sobre ela.
Amália passou a se parecer muito com Julieta, Abreu via nela a imagem de sua filha adotiva e se afeiçoou a ela.
Mas isso ao mesmo tempo que fascinava Hermano o assustava. Eles vão a um baile e ele consegue voltar pra casa sozinho, provoca um incêndio para morrer e deixar livre Amália, ela percebe e vai salvá-lo. Ele tem alucinações com Julieta que lhe diz que ela e Amália são uma só. Amália beija Hermano e consegue tirá-lo da casa em chamas.
Viajam para Europa. Cinco anos depois voltam. Eles tem uma filha. A menina apresenta traços de Amália e, também, traços da ex-esposa, Julieta, que não seriam geneticamente explicáveis.
“Outrora o passado surgia com tanto vigor na vida desse homem que anulava o presente. Agora era o presente que reagia de modo a substituir-se ao passado. Hermano não se lembrava de ter amado nunca outra mulher senão a sua Amália; e identificava tão completamente as duas esposas, que Julieta já não era para ele senão um primeiro nome daquela a quem se unira para sempre.”